O que é tendência de baixa?

O que é tendência de baixa?

No artigo de hoje eu vou te explicar o que é tendência de baixa e como você pode identificá-la.

Além disso, você pode se beneficiar dela para uma série de estratégias.

Cada investidor tem suas preferências individuais, mas é importante você saber como usar tendências a seu favor.

Hoje nosso artigo será focado em tendência de baixa.

Se o seu interesse é tendência de alta, quero te lembrar que também temos um artigo sobre esse tema aqui no blog.

O que é uma tendência?

Uma tendência é uma direção, basicamente.

Primeiramente, antes de falar de tendência de alta ou tendência de baixa, precisamos definir o que é uma tendência.

Vou te explicar isso de uma forma simples para que você possa entender.

Uma tendência é a direção geral na qual algo está caminhando, ou se desenvolvendo.

No caso do mercado financeiro, uma tendência demonstraria a direção de algum ativo, ou de algum índice de mercado.

Ou seja, pense numa tendência como uma consolidação de informação, que te mostra uma visão do todo.

O que é uma tendência de baixa?

Uma tendência de baixa se refere à ação do preço de um ativo que se move para baixo à medida que flutua ao longo do tempo.

Ou seja, é um quando o preço de uma ação, ou título, anda numa direção de onde vai chegando a níveis cada vez mais baixos, gradativamente.

Embora o preço possa se mover tanto para cima ou para baixo, as tendências de baixa são caracterizadas por picos e vales mais baixos ao longo do tempo.

Ou seja, pense que o preço vai aos poucos ficando mais baixo, mesmo oscilando.

Os analistas técnicos prestam atenção às tendências de baixa porque elas representam algo mais do que uma sequência de perdas aleatórias.

Portanto, para muitos analistas, olhar a tendência de baixa é uma forma de tirar conclusões.

Por exemplo, os ativos em tendência de baixa parecem ter maior probabilidade de continuar com a tendência de baixa até alguma reversão.

Se você é um analista técnico e fica de olho nas tendências dos ativos, isso pode te dar boas ideias de como montar estratégias para se beneficiar da tendência.

Seja ela de alta ou de baixa.

Entendendo uma tendência de baixa

Primeiramente, vamos explicar o que uma tendência de baixa permite fazer.

Vamos supor que você tenha comprado ações de uma empresa em tendência de baixa.

Uma tendência de baixa te dá a oportunidade de lucrar com a queda dos preços do ativo (ação, FII, etc.).

Existem algumas formas de você identificar uma possível tendência de baixa.

Como identificar tendências de baixa:

Usar linhas de tendência para identificar uma tendência de baixa e ver possíveis reversões de tendência é uma forma usada por muitos analistas.

Com isso, eles identificam possíveis momentos de entrada e saída de posições.

Portanto, você pode desenhar a linha de tendência ao longo das oscilações lineares, o que ajuda a mostrar a direção geral que o seu ativo está tomando.

Além disso, existem outros indicadores técnicos que você pode olhar para te auxiliar na identificação de uma tendência.

Por exemplo, as médias móveis também são utilizadas por alguns traders técnicos para analisar tendências de baixa.

Ou seja, você pode olhar o comportamento dos preços em relação às médias móveis e projetar futuros movimentos.

Quando o preço de uma ação cai abaixo de uma média móvel, pode ser um sinal de que o ativo pode entrar em tendência de baixo.

Claro que esses movimentos exigem confirmação. Portanto, se o preço começar a cair depois que ele ficou abaixo de uma média móvel, pode ser um sinal.

Porém, se o preço bate na média móvel e sobe novamente, isso reforça a tendência de alta.

No entanto, quando o preço desce abaixo da média móvel, isso pode ser um sinal de que o preço está perdendo a tendência de alta.

Rompimento de tendência:

O rompimento de tendência acontece quando o preço sai do seu caminho.

Embora essas ferramentas possam ser úteis para ver visualmente uma tendência de baixa, nem tudo pode ser definido pelas médias móveis.

Ou seja, você precisa analisar a direção geral do preço do ativo.

Se você olha candlesticks, o ativo está abrindo cada candle num nível mais baixo que o fechamento anterior?

Esse tipo de movimento decrescente em formato de "escada" pode ser uma boa medida de tendência de baixa.

Se você vê uma lateralização dos preços, pode ser apenas uma consolidação antes de um movimento de queda maior.

No entanto, se você vê que esse movimento está sendo seguido de uma alta crescente dos preços, pode ser que o ativo esteja saindo de tendência de baixa e indo para tendência de alta.

tendência de preço

Como operar uma tendência de baixa

Em primeiro lugar, quero te dizer que existem diversas formas de se operar numa tendência de baixa.

Portanto, não ache que essas são as únicas possibilidades.

Afinal, cada indivíduo tem sua particularidade.

Por exemplo, se você é trader, você tem sua própria técnica.

Se você é um investidor, você tem sua tese sobre o ativo.

Se você é um analista quantitativo, você tem seus modelos quantitativos.

Existem muitas formas de se analisar e operar uma tendência de baixa.

Por exemplo, você pode olhar apenas para a ação e o seu volume e assim entrar vendido.

Ou seja, shortear uma ação.

Porém, há quem não veja vantagem nisso.

Muitos investidores preferem comprar puts, que são contratos de Opções.

Comprar put é uma forma de se apostar contra um ativo ou o mercado.

Porém, você pode ser daqueles que preferem fazer uma estratégia de Opções chamada trava de baixa.

Vamos falar de cada uma.

Shortear (venda descoberta):

Primeiramente, você tem que entender que shortear é apostar contra algo.

Vender uma ação a descoberto, também conhecido como shorting ou "entrar vendido" é uma estratégia para lucrar com a queda de preços.

Na bolsa de valores, quando você vende a descoberto, você pega ações emprestadas da sua corretora por um preço, pois você acha que essas ação vão cair de valor.

Uma vez que o valor cai, você deve recomprar essas ações, para em seguida devolvê-las para a corretora.

Dessa forma, seu lucro foi a diferença nessa operação.

Isso parece muito simples na prática, mas você deve se lembrar que existe um risco envolvido.

Ou seja, você está vendendo ações que não são suas, portanto você está usando dinheiro emprestado.

Além disso, o seu potencial máximo de lucro é 100%, caso a ação caia para zero.

Porém, seu risco é ilimitado, pois na teoria uma ação pode subir para sempre.

Lembre-se, quando você opera vendido, você quer que o preço daquele ativo caia.

Se ele sobe você perde dinheiro.

Porém, existe uma forma mais segura de apostar contra um ativo.

Comprar put de um ativo:

Comprar put de um ativo também é uma forma de apostar contra.

Ou seja, shortear não é a única maneira de ganhar dinheiro quando o preço de um ativo cai.

Quando você conhece o mercado de Opções, descobre que existe uma coisa chamada put.

Basicamente, puts são contratos de venda de um ativo, que permite que o titular do contrato venda o ativo a um preço específico.

No caso, se você quer que o preço do ativo caia, você negocia um preço específico no qual você acha que o ativo vai chegar.

Isso se chama strike.

Ademais, no contrato também haverá uma data de vencimento.

Ou seja, você terá o direito, mas não a obrigação, de vender um ativo num preço específico, dentro de um prazo determinado.

E qual a vantagem disso?

Bem, ao contrário de operar vendido, a compra de put tem risco controlado.

O máximo que você pode perder ao comprar uma put é o valor que pagou para adquirir esse contrato de put.

E os seus ganhos são duplamente beneficiados caso o preço do ativo caia.

Eles são potencializados pois o preço do ativo cai e também porque a volatilidade implícita do ativo sobe.

Trava de baixa:

Mas afinal, se a put já era um jeito mais seguro de você apostar contra um ativo, porque estou te falando de trava de baixa?

Bem, pois você consegue aproveitar o tempo.

Como assim, o tempo?

Bem, se você não é familiarizado com Opções, recomendo ler esse artigo sobre as Gregas.

As Gregas, de forma resumida, são variáveis que afetam o preço de uma Opção.

E uma dessas variáveis é o Theta, que se refere ao tempo.

E numa compra de put, você tem um Theta negativo, como pode ver aqui nesse gráfico de payoff do OpLab:

Compra de put

Porém, ao fazer uma estratégia de trava de baixa, você consegue usar o theta ao seu favor.

No caso de uma trava de baixa com calls, você vai comprar uma opção fora do dinheiro e vai vender uma opção dentro do dinheiro.

Dessa forma, você está fazendo uma trava de crédito.

Ou seja, você recebeu dinheiro para montar a estrutura, como pode ver aqui nesse gráfico de payoff do OpLab:

Trava de baixa no OpLab

Aqui você recebeu R$ 396,87 para montar a estrutura.

E veja que nesse caso o theta é positivo, ou seja, você tem o tempo ao seu favor.

Portanto, nesse sentido a trava de baixa pode fazer mais sentido do que uma put.

Tendência de baixa em ativos

Vamos olhar agora algumas tendências de baixa em alguns ativos.

Abriremos agora os gráficos do OpLab.

MDIA3:

Aqui temos o gráfico do OpLab para a MDIA3 podemos ver que o ativo já vinha em tendência de baixa desde bastante tempo:

Tendência de baixa MDIA3

Durante a pandemia a situação se agravou, porém houve uma subida, que logo se seguiu de uma queda.

Note os padrões dos preços: eles vão fazendo novas mínimas e altas cada vez mais baixas.

Isso resulta num formato de "canal" decrescente.

Podemos ver o formato de escada nos candles dos preços.

GFSA3:

Aqui no gráfico das ações da Gafisa, notamos o mesmo padrão:

GFSA tendência de baixa

É uma baixa quase linear dos preços.

Ou seja, se você olhar os padrões de preço, verá que eles estão formando novas mínimas e picos cada vez mais baixos.

Ouro:

Aqui vemos o gráfico do ouro nos últimos 12 meses:

Tendência de baixa ouro

O ouro vinha numa forte tendência de alta, que de alguns meses para cá se transformou em tendência de baixa. Veja que antes os preços iam subindo e fazendo novas máximas e topos cada vez mais altos.

No entanto, o que acontece desde agosto é o oposto. Porém, olhando num espaço de tempo maior, pode ser que o ouro esteja somente numa consolidação para retomar uma tendência de alta?

Talvez. Veremos o que ocorre daqui para frente.

Onde encontrar informações sobre tendência de baixa?

Hoje em dia existem diversos sites de análise de dados de mercado.

Porém, nada melhor do que uma plataforma completa para você poder acessar todos esses dados importantes.

No Brasil, existem plataformas como o Trademap, Tryd, etc. porém o OpLab é a melhor ferramenta para você gerir sua carteira.

Ou seja, você pode incluir diversas classes de ativos na sua carteira: ações, opções e fundos imobiliários. Você pode ver o seu payoff e cotações em tempo real.

Se você quer uma plataforma para operar opções, comprar ações, ou simplesmente fazer gestão de portfólio, o OpLab é a solução.

No OpLab, além de tudo, você agora tem a seção de rankings que permite que você veja as melhores empresas de acordo com diversos tipos de indicadores e métricas.

Tela de rankings

Nessa seção você pode selecionar a perspectiva técnica e visualizar as empresas com maiores tendências de baixa.

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Conclusão

Hoje você aprendeu a analisar tendências de baixa.

Além disso, agora você também já sabe algumas formas de operar usando a tendência de baixa.

Ao entender o que é uma tendência de baixa você agora possui visão gráfica da ação dos preços.

Além disso, você já sabe que é possível lucrar com a queda de preços de ativos. Isso pode ser feito via estratégias de Opções tais como compras de puts, entre outras.

Porém, quero te lembrar que é sempre importante mesclar análise técnica com análise fundamentalista, principalmente se você está pensando a longo prazo.

Se você gostou desse artigo, compartilha com um amigo ou alguém que precisa entender melhor a análise técnica.

Como te falei, hoje não existe ferramenta igual o OpLab no mercado, que te entrega tudo o que você precisa para operar como os grandes profissionais.

Ou seja, se você quer uma plataforma para operar opções, comprar ações, ou simplesmente fazer gestão de portfólio, você precisa conhecer o OpLab.

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